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    Home»Saúde»Principais pilares para uma prática médica ética e responsável
    Saúde

    Principais pilares para uma prática médica ética e responsável

    A ética médica além do Juramento de Hipócrates
    By Redação Abadia Noticia27/07/20244 Mins Read
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    Durante os últimos séculos, a profissão médica evoluiu a ponto de se tornar uma das áreas mais nobres. Como alguém que cuida da saúde e da vida das pessoas, o médico tem como responsabilidade prezar por uma forte ética médica.

    Hoje, a medicina tem um escopo amplo que abrange até áreas como a segurança e medicina do trabalho, essencial para muitas empresas. Mas alguns princípios médicos permanecem inalterados ao longo de milênios, como o caso da ética médica.

    A ética médica tem importância fundamental, pois orienta o comportamento e as decisões dos profissionais de saúde, garantindo o bem-estar do paciente. E se você deseja entender como identificar princípios éticos no seu médico, vamos te ajudar com este texto.

    Origens gregas

    A origem da ética médica remonta literalmente à origem da profissão, com o famoso Juramento de Hipócrates. Criado pelo grego de mesmo nome, pai da medicina, o juramento traz um conjunto de comportamentos aos quais os médicos juram obedecer assim que se formam.

    Por isso, o nosso texto vai se basear em trechos do juramento que solidificaram os princípios éticos a serem seguidos pelos médicos. Nesse sentido, os grandes pilares da ética médica representados no Juramento de Hipócrates são:

    • respeito ao paciente;
    • ética na pesquisa;
    • busca e difusão de conhecimento;
    • garantia dos direitos humanos.

    Respeito ao paciente

    EU PROMETO SOLENEMENTE consagrar minha vida ao serviço da humanidade; A SAÚDE E O BEM-ESTAR DE MEU PACIENTE serão as minhas primeiras preocupações.

    As duas primeiras frases do juramento trazem a importância de que o foco da medicina seja o paciente. Ou seja, a relação entre o médico e os seus pacientes.

    Como a medicina lida com a vida e a saúde humana, este preceito é o mais importante na prática médica. O interesse do paciente deve ser prioridade para o médico e sua prática deve seguir no sentido de potencializar seu bem-estar e saúde.

    Por isso que o médico jamais deve realizar qualquer procedimento que possa causar mais riscos do que benefícios ao paciente. O Capítulo 1, inciso II, do Código Brasileiro de Ética Médica deixa isso claro ao dizer que “o alvo de toda a atenção do médico é a saúde do ser humano, em benefício da qual deverá agir com o máximo de zelo e o melhor de sua capacidade profissional”.

    Ética e difusão de conhecimentos

    PARTILHAREI os meus conhecimentos médicos em benefício dos pacientes e da melhoria dos cuidados da saúde

    O segundo ponto diz respeito à relação entre o médico e outros profissionais, sobretudo na parte da pesquisa. É função do médico compartilhar conhecimentos que possam melhorar o bem-estar tanto de seus pacientes quanto da comunidade.

    Nesse sentido, os médicos devem trabalhar em conjunto para ampliar os conhecimentos na área da medicina. O foco deve ser a prevenção e o tratamento dos pacientes da melhor maneira possível, em aspecto coletivo.

    Individualmente, o médico precisa manter sua atualização constante, participando de cursos, novas formações e pesquisas. Esse processo dá ao profissional a capacidade para enfrentar novos dilemas éticos que surgem do avanço da medicina em áreas que antes não tinham essas discussões.

    Nesse sentido, temas como engenharia genética, eutanásia, aborto e transplantes, por exemplo, exigem um grande nível de conhecimento intelectual. Mas, acima de tudo, o médico precisa fazer uma reflexão ética cuidadosa a respeito dos impactos de atitudes como proibir ou permitir tais práticas no âmbito da medicina e da ética.

    Garantia dos direitos humanos

    NÃO USAREI os meus conhecimentos médicos para violar direitos humanos e liberdades civis, mesmo sob ameaça

    Dentro da garantia dos direitos humanos está o princípio da não maleficência, que é empregado individualmente. Este estabelece que os médicos devem evitar causar danos aos pacientes ou executar qualquer prática que viole a integridade deles — máxima “Primeiro, não cause dano” (“Primum non nocere”). 

    Já no âmbito coletivo, a garantia dos direitos humanos coloca o dever do médico em não se envolver com práticas que possam causar danos coletivos extensos. Esse princípio visa evitar abusos como os ocorridos durante a II Guerra Mundial e colocar os limites éticos que os médicos devem obedecer na prática da profissão.

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