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    Home»Saúde»Reposição hormonal na menopausa pode ter relação com câncer de mama
    Saúde

    Reposição hormonal na menopausa pode ter relação com câncer de mama

    Tratamento pode aliviar os sintomas dessa fase, mas é preciso avaliação e acompanhamento médico constantes
    By Redação Abadia Noticia01/02/20245 Mins Read
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    A terapia de reposição hormonal é um tratamento para aliviar os sintomas do climatério e da menopausa, que podem causar inúmeros desconfortos para as mulheres. Com o avanço da idade, os níveis de hormônio diminuem progressivamente, intensificando-se durante esse período. 

    Mesmo que o tratamento hormonal possa melhorar os sintomas e a qualidade de vida da mulher, contudo, pode também trazer algumas preocupações, como o aumento do risco de desenvolver alguns tipos de câncer de mama.

    Pesquisas científicas têm lançado luz sobre esse tema, mostrando que um aumento modesto no risco de câncer de mama e do endométrio pode estar associado a determinadas formas de reposição hormonal. O estudo “Associação da terapia de reposição hormonal e o desenvolvimento do câncer de mama e de endométrio”, publicado no Brazilian Journal of Health Review, por exemplo, ressalta o fato de a reposição de hormônios – geralmente de estrogênio e progesterona – nessa fase da vida ser amplamente usada pelas mulheres.

    A partir de uma revisão sistemática da literatura científica, a pesquisa aponta evidências de que algumas neoplasias mamárias têm receptores específicos de estrogênio, o que pode estimular a proliferação tumoral. O estudo indica ser recomendado combinar outros hormônios que amenizem ou inibam o efeito estrogênico, como os androgênios, por exemplo. 

    Outros periódicos afirmam que o risco é reduzido quando a terapia é acompanhada diretamente por médicos especialistas em áreas como ginecologia, endocrinologia ou, até mesmo, oncologia. Além disso, as chances de desenvolver a doença durante o tratamento hormonal diminuem quando o procedimento dura menos de cinco anos. De acordo com o Consenso Brasileiro de Terapêutica Hormonal da Menopausa, o risco representa menos de 1 caso a cada mil mulheres, ao ano.

    É importante ressaltar ainda que a mulher na menopausa deve continuar a fazer exames, como o preventivo para câncer de colo do útero. Isso porque o próprio processo de envelhecimento do corpo é um dos fatores de risco para o surgimento do câncer. À medida que as células envelhecem, os dados ligados ao DNA celular se elevam, o que aumenta o risco para que se multipliquem de maneira incorreta.

    Sintomas da menopausa, tratamento hormonal e bem-estar 

    Conforme ressaltado pelo Instituto Peito Aberto, o climatério é o período de transição entre a fase reprodutiva e a não reprodutiva na vida da mulher. Este momento é marcado pela última menstruação espontânea e ocorre, de modo geral, entre os 45 e 55 anos.

    Ao longo desse tempo, a mulher apresenta sintomas e sinais característicos da mudança hormonal no organismo. Insônia, ondas de calor, excesso de transpiração, problemas para concentração, rubor, palpitações, dificuldades sexuais e irritação são alguns exemplos. 

    As manifestações podem ser significativas e prejudicar o bem-estar e a qualidade de vida da população feminina nessa etapa. Por isso, é tão frequente a busca por tratamento. 

    Repor os hormônios é uma opção quando as alterações do climatério e da menopausa afetam a vida da mulher. O período de transição pode influenciar o processo de envelhecimento como um todo, provocando a perda de substâncias como elastina e colágeno, o que reduz a elasticidade e resseca a pele. 

    Além disso, pode ocorrer a perda óssea, levando à osteoporose no futuro. Nesse sentido, a terapia hormonal é útil para proteger a massa óssea e diminuir os riscos de fratura, por exemplo. O ganho de gordura abdominal e de peso, em geral, a diminuição da libido, a perda de cabelo e dores de cabeça são outros fatores presentes na menopausa. Para eles, a reposição de hormônios também pode trazer alívio.

    Segundo o instituto, em níveis elevados, o estrogênio, administrado nessa terapia, estimula o crescimento de células mamárias. Como alguns tipos de câncer de mama são especialmente sensíveis a esse hormônio, há um risco de que células saudáveis se transformem em cancerígenas. Por isso que, conforme observações científicas, é importante controlar a duração do tratamento hormonal. 

    Além disso, de acordo com a professora da Faculdade de Medicina da Universidade Federal do Ceará (UFC), Virgínia Fernandes, em artigo enviado à imprensa, a reposição costuma ser contraindicada para mulheres que já tiveram câncer de mama. Ela aponta que existem poucos estudos sobre o tema e que as conclusões são conflitantes, não havendo garantia de segurança do uso desse tratamento em mulheres que já tiveram câncer de mama.

    De acordo com a Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo), a reposição hormonal, de modo geral, pode ser feita de forma segura por mulheres, sob a condição de haver avaliação, orientação e acompanhamento médico. Além disso, contar com especialista é crucial para tomar decisões baseadas em dados, preservando a saúde e a longevidade.

    Fatores de risco e medidas preventivas

    Como não existe uma única causa para o surgimento do câncer de mama, é preciso estar atento a diversos fatores pessoais e ambientais que, juntos, podem contribuir para aumentar a probabilidade de desenvolvimento da doença. 

    Segundo o Instituto Nacional do Câncer (Inca), entre os fatores de risco estão idade, sexo – já que as mulheres são mais propensas a esse tipo de neoplasia –, histórico familiar, genética, obesidade, consumo de álcool e tabagismo e falta de atividade física. 

    Vale lembrar que ter um ou mais desses fatores não significa que a pessoa vai ter a doença, mas é necessário estar ciente sobre eles. Nesse sentido, adotar um estilo de vida saudável, com alimentação balanceada, atividade física regular, controle de peso, acompanhamento médico em caso de terapia hormonal e medidas como fazer mamografia e outros exames é fundamental.

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